Edson Soares

… in the magic position
He works hard for his money...Brave guestsGlowGlasses@ rick's party last nightIt's Rio, bitch!Casa dos espelhos

Flickerista: Maxim Balabin

true romance

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Kamyshin

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Fake Weapons

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Momentinho saudosista de meus dias de Flickr. Tão bom descobrir a galeria de algum flickerista repleta de belas imagens. Dá vontade de parar o trabalho, ligar o som e dar o play no slideshow. O fotógrafo e diretor de arte russo Maxim Balabin, aka mxl, é minha última descoberta. Enquadramentos pouco convencionais sugerindo cliques aleatórios, assim como paixão por cenas de rua, jovens e transportes sob duas rodas são recorrentes em seu portfólio, temperado com as diferentes cores de um viajante.

Fotos de Maxim Balabin
Por Edson Soares

Patrick Wolf p/ Junior mag

1.Hard Times | 2.Oblivion | 3.Damaris | 4.Vulture | 5.Get Lost | 6.Accident and Emergency | 7.The Magic Position

junior2Depois de séculos sem escrever para a revista Junior, volto a assinar um artigo na publicação gay mais guerreira do Brasil – a única que sobreviveu à crise. Por diversos motivos, e mesmo por alguns probleminhas, acho que sempre vou olhar com carinho para esta revista. E neste caso mais ainda pois fiquei muito feliz com a pauta que me ofereceram: uma entrevista com Patrick Wolf.

O cara é muito foda de talentoso e ainda ótimo de papo. Deu até vontade de chamar para tomar um drink, fazer uma balada, ficar amigo, sei lá… mas não me foram permitidos mais do que 18 minutos com o artista inglês que veio ao Brasil para apresentação no Planeta Terra.

Além de comprar a revista, que chega às bancas na semana que vem, aproveite para ver a página dele no Vimeo, com clips, diários em vídeo, filmagens caseiras e outras loucurinas by Patrick.

PS: desculpem a tremedeira e o péssimo audio do vídeo. Foi filmado com uma iFlip e objetivo maior era mais capturar o audio para decupagem posterior.

Por Edson Soares

Jardins suspensos

JARDIM SUSPENSO DA BABILÔNIA

JARDIM SUSPENSO DA BABILÔNIA

JARDIM SUSPENSO DA BABILÔNIA

Flores dos mais variados formatos mudaram a cara do minhocão de São Paulo, polêmica avenida suspensa criada por Paulo Maluf e frequentemente questionada tanto pela usabilidade quanto pela relevância arquitetônica. Além de trazer diversão à plataforma cinza de concreto, a intervenção bolada por Felipe Morozini, com ajuda de 21 amigos, relembra a importância da discussão do espaço urbano, dos ambientes de convivência social e especialmente da recuperação do centro de São Paulo.

Aperte o play para ver a maravilha florescendo!

E mais! Ouça trilha criada por Jackson Araújo inspirada no jardim de Morozini.

Por Edson Soares

Tornar-me fã

One Million Voices against FARCS

Alliance of Youth Movements

No meio da correria de setembro, sem dúvida o mês em que mais trabalhei até agora em 2009, fui parar no Peru para participar do I Congresso Internacional de Redes Sociais de Lima. Por conta da overdose de trabalho, não deu tempo de me preparar ou pesquisar nada sobre o país antes de decolar – ps. nem de praticar muito minha apresentação sobre Flickr. Após me surpreender com a culinária local, suar frio em frente ao público da palestra (era a primeira vez que fazia isso em inglês) e me desconectar com a incrível vista de Machu-Pichu, fecho o balanço da viagem com saldo super positivo. O curioso, contudo, é que os elementos mais inspiradores da viagem não eram peruanos, mas sim duas surpresas em forma de gente, ali convidados como eu, que me fizeram voltar diferente ao Brasil.

A primeira inspiração, Oscar Morales, é um colombiano de 35 anos responsável pelo projeto “Um milhão de vozes contra as FARCS”. Iniciado com uma página no Facebook criada para protestar contra as atividades dos grupos guerrilheiros colombianos, o projeto resultou em uma manifestação global, registrada em 200 cidades, que levou cerca de 12 milhões de pessoas às ruas. Bogotá, que teve a marcha mãe de todas as marchas, reuniu mais de 1 milhão de pessoas na maior manifestação da história da capital colombiana. Após o 4 de fevereiro de 2008, data dos protestos, Oscar tem viajado o mundo para contar sua experiência. Entre idas e vindas já conheceu gente como o príncipe Charles, o fundador do Facebook Mark Zuckerberg, diretores do Google, entre outras celebridades.

A segunda inspiração vem de Stephany Rudat, que contrariando o esteriótipo do elitizado condado californiano de Orange County, resolveu “salvar o mundo” criando a fundação Alliance of Youth Movements , que “faz uso de ferramentas tecnológicas para a promoção da liberdade, dos direitos humanos, da democracia e do desenvolvimento ao redor do mundo, habilitando lideranças sociais na conquista de mundanças sem o uso da violência”. Funciona como uma coleção de vídeos do estilo “How to” que ajudam a organizar o pensamento e a colocar em prática aquela idéia de manifestação. Além dos vídeos educativos, a interface também funciona como canal de comunicação para jovens engajados de todos os cantos do planeta, cuja interação esporadicamente vai para o mundo real através de encontros e congressos.

Parafraseando Alê Youssef, em um de seus últimos textos para a revista Trip, é nítida a carência na representatividade das novas gerações na esfera política brasileira. Se temos novos nomes assumindo o poder em grandes empresas, nas artes, na cultura e na comunicação, por que o mesmo não acontece em Brasília? Com o poder aparentemente inabalável das oligarquias políticas e os atalhos jurídicos que garatem aos criminosos políticos o direito de permanecer no poder, não há bem intensionado que almeije entrar para essa turma.

As ferramentas sociais da web 2.0 são uma ótima saída para quem não quer ficar calado. Não é preciso ter direito ao horário político na TV ou conhecer os chefes dos partidos para se fazer ouvir. Com uma mensagem apelativa de alto potencial de alcance é possível organizar ações a partir de uma simples página no Facebook. Será que se reunirmos 500 mil pessoas em um grupo na web contra a nova CPMF conseguimos chamar atenção? E as novas pistas da marginal em São Paulo, que além do impacto ambiental são mais um exemplo do privilégio ao carro em detrimento do transporte coletivo? O que não faltam são motivos para começar.

Por Edson Soares

Cajá-manga

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Que Rochinha o quê! Quem gosta de sorvete mais caseirão tem que experimentar as delícias da Frutos do Cerrado. Goiano que sou, fui conferir a recém-aberta sorveteria no bairro de Pinheiros, em São Paulo, e acabei devorando dois potinhos, um de cajá-manga (sensacional) e outro de milho. Sempre passava ali de bike e ficava com vontade de parar. Quase sempre vazio, o local oferece picolés e sorvetes das frutas mais exóticas do planalto central. Com matriz em goiânia, a rede inverte o movimento bandeirante desbravando solos paulistanos e costeiros. Marcha ao leste!

OBS: fica na esquina da Rua dos Pinheiros c/ a Joaquim Antunes.

Por Edson Soares

Deslumbrado

Alice

Alice

Mega atrasado e por vias heterodoxas (é só lançar o DVD que eu compro), finalmente assisti a minisérie Alice, da HBO, que conta os dramas e glórias de uma menina de Palmas que desembarca em São Paulo por conta de uma tragédia familiar e aqui vai ficando até descobrir uma cidade para chamar de sua.

Apesar de ter vindo à paulicéia por motivos muito diferentes dos de Alice, me identifico muito com a trama da personagem principal, assim como se identificariam muitos dos que chegaram e se instalaram nessa cidade maluca ajudando a compôr o caleidoscópio cultural que tanto a define.

Quando a avó de Alice responde aos telefonemas da neta com aquela alegria “Alice, minha filha”, é como se ouvisse minha mãe atendendo o celular. Pode estar caindo meu mundo aqui, ou o deles lá (em Iporá, interior de Goiás), que a surpresa é sempre boa: “Oi meu filho!!!” responde empolgada dona Mariângela após meu “oi mãe”.

Assim como Alice, também tive dias de correria no trabalho em que você acaba “se esquecendo” do aniversário do pai ou da mãe (chorei nesse episódio). Por sorte também cai em festas, me deslumbrei com a noite, conheci pessoas legais e me joguei. Celebrei! E tive ressacas. Homéricas. Algumas construtivas, outras destrutivas mesmo. E assim, indo ao fundo do poço algumas vezes, fui me conhecendo e construindo minha segunda família aqui.

Já não pego buzão lotado todos os dias (prefiro bike), mas também me ferrei. Algumas vezes acordei na “sarjeta”. Sem falar em gente que cruza seu caminho ou situações que fazem você se sentir a menor pessoa do universo. Dói! Normalmente não tem mais ninguém ali para te dar um abraço nessas horas. Hoje acho que momentos assim ajudam a enxegar algo novo dentro de si mesmo. Assim como voltar à terra natal de tempos em tempos. Rever aquele mundo deixado para trás, tão diferente, mas não menos importante na formação daquilo que se é.

PS: Continuo me ferrando! Mas quero mesmo é sentir o vento na cara e cavalgar sobre essa malha de concreto.

Música “Sem Mentiras”, de Fabio Góes.
Por Edson Soares

Evolução francesa

Já faz uns três anos que a moda tem retomado valores clássicos, principalmente nas roupas, deixando as extravagâncias para os acessórios. Não falo isso como fashionista assinante de revistas do gênero. Não tenho muito saco para isso. Essas impressões são totalmente empíricas e oriundas da rua, ao menos das de Paris. Quando morei na França há dois anos, achava muito diferente, e sexy, todo aquele estilo engomadinho/moderno do povo, principalmente dos meninos. Orgulho entre os franceses, a Lacoste é uma das marcas que veste os “nerds” de Saint-Germain-des-Près e que, claro, acabou me conquistando.

Com preço salgado para um estudante intercambista, o tênis total branco com o colorido detalhe do crocodilo acabou não vindo para o Brasil em minha mala. Achou que eu iria mencionar a pólo? Não. Na época eu respirava sneakers. Aqui acabei me esquecendo do tal desejo de consumo. Primeiro, por que seria mais caro ainda em terras brazucas, e segundo, por que Lacoste no Brasil ainda era sinônimo de roupa de tiozão. Mas a coisa mudou.

Você ainda pode dar uma pólo Lacoste de dia dos pais, mas basta ver o vídeo acima para entender que não precisa ser executivo ou ter 40 anos para usar uma. E isso não é nada novo. Só demorou um pouco para chegar por aqui.

O engraçado é que agora, por motivos que eu mesmo desconheço, fui convidado para colaborar com um projeto da marca intitulado Evolução Francesa. A Lalai já deu o grito em seu blog, e agora reverbero o chamado para as ações do crocodilo. Além de um blog alimentado com a ajuda de um time formado por gente das artes, da rua, da web, da noite e da moda, estão previstos a visita de três novos nomes da cena artística francesa ao Brasil. Neste ano em que todos falam da França, serão apresentados aos brasileiros as designers do duo Yasbukey, a jovem produtora musical Clara 3000 e o bombado diretor de arte Jean-Michel Bertin. Mas isso já é assunto para outro post né?! Por enquanto, vai lá no blog da Evolução.

PS: o vídeo da coleção Red que ilustra esse post é assinado por Terry Richardson.

Por Edson Soares

Filmoterapia

Perfil do Martin Scorsese no The Auteurs

Quer modelo de negócio mais ultrapassado que o das locadoras de vídeo e suas abusivas taxas? Aderi há uma semana ao The Auteurs enterrando de vez meu vínculo com a 2001. O site norte-americano mescla os conceitos de rede social e locadora virtual de vídeos exibidos em streaming, em ótima qualidade inclusive.

E não é só a definição das imagens que impressiona. Como sugere o nome, o The Auteurs possui um catálogo de filmes reconhecidos nos principais festivais de cinema do mundo. Do clássico ao contemporâneo, de hollywood a filmes do Irã, são sempre títulos originais e visionários.

Atualmente o site conta com três parceiros na aquisição dos direitos de distribuição: Costa Films, The Criterion Collection e Celluloid Dreams. Mesmo assim, muitos clássicos ainda não podem ser vistos. Vou torcer para que outras distribuidoras enxerguem o potencial do novo modelo de negócio e liberem logo seus filmes, satisfazendo cada vez mais a base cinéfila de assinantes.

Na imagem, perfil do Martin Scorsese no The Auteurs. Sim, ele pode ser um de seus contatos no site.

Por Edson Soares

Piano Man

Adorei esse curta que descobri no Vimeo. Com roteiro, direção, fotografia e edição de Andrew Wilding, o filme conta a história de um assassinato seguido de roubo. Além do geométrico casamento dos enquadramentos e locações escolhidas, gosto muito da construção dos personagens, desde a escolha dos atores até o figurino. Mas acima de tudo adoro o roteiro, que integra a trilha perfeitamente à história e brinca com cenas que à primeira vista parecem soltas mas que ganham sentido com o avançar das história. Sem falar em detalhes provavelmente chupinhados de outros filmes mas que dão bastante charme, como o reflexo das teclas do piano nos óculos do protagonista e o busto greco-romano manchado pelo sangue respingado.

Vídeo de Andrew Wilding
Por Edson Soares

Eu trabalho aqui

Algumas coisas em meu trabalho no Flickr me deixam realmente orgulhoso, outras não tanto. A principal delas é a comunidade de membros do site. Sou heavy user de diversas redes de “relacionamento” e posso falar com propriedade que em pouquíssimas plataformas sociais da web o espírito de comunidade é tão forte como no Flickr. Pessoas dos mais diferentes perfis etários, étnicos, culturais e econômicos unidas por um interesse em comum, nete caso a imagem. No Vimeo talvez haja algo parecido. Mas nem no Twitter vejo isso tão presente. A FlickrNight só é possível por conta disso. Não posso afirmar que será sempre assim. Mas é o que desejo. Vida longa aos flickeristas! Mais aqui e aqui.

Por Edson Soares.

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